{"id":2038,"date":"2022-03-10T05:15:43","date_gmt":"2022-03-10T10:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/cerosetenta.uniandes.edu.co\/las-derechas\/?p=2038"},"modified":"2022-04-07T13:58:19","modified_gmt":"2022-04-07T18:58:19","slug":"mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/pt\/mexico\/","title":{"rendered":"Mexico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\"POR ACASO N\u00c3O EXISTE DIREITA NO M\u00c9XICO?\"<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>J\u00e1 faz alguns anos, no dia 1\u00ba de abril de 1983, o antrop\u00f3logo Roger Bartra, pensador e refer\u00eancia cr\u00edtica da esquerda mexicana, fazia essa pergunta, n\u00e3o sem certa ironia, em um artigo da revista <em>Nexos<\/em> intitulado <em>Viagem ao fundo da direita. <\/em>Bartra convidava seus leitores a abandonarem \u201co reino das apar\u00eancias\u201d: garantiu que a direita mexicana n\u00e3o s\u00f3 existia, como estava \u201cbem instalada\u201d em <strong>um sistema pol\u00edtico \u201cterrivelmente injusto\u201d<\/strong> <strong>como o mexicano, no qual a direita est\u00e1 simultaneamente no poder e na oposi\u00e7\u00e3o,<\/strong> no governo e na sociedade. Segundo Bartra, a <strong>direita no M\u00e9xico, desde ent\u00e3o, est\u00e1 em toda parte, onipresente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa instaurou essa ordem simb\u00f3lica que conhecemos como esquerda-direita a partir de um evento fortuito: a localiza\u00e7\u00e3o dos delegados na Assembleia Constituinte do ver\u00e3o de 1789. E, como quase sempre no M\u00e9xico, onde as coisas acontecem aparentemente de outra maneira, esse eixo se rompeu. Em um pa\u00eds t\u00e3o paradoxal como este \u2013 que p\u00f4de ser revolucion\u00e1rio, mas institucional, oficialmente laico, mas profundamente cat\u00f3lico \u2013 a direita e seus postulados est\u00e3o em todo o espectro pol\u00edtico apesar de a heran\u00e7a simb\u00f3lica da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana (1910) \u2013 associada a valores progressistas e laicos \u2013 ter feito com que seus pol\u00edticos sentissem, como escreveu Bartra, \u201cuma grande repugn\u00e2ncia ao se verem rotulados de direita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00e9xico, esse lugar chamado passado<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No vasto mar de contradi\u00e7\u00f5es chamado M\u00e9xico, as coisas que aconteceram no passado, esse lugar em que a gente fazia as coisas de outra maneira, s\u00e3o quase mais importantes do que as que acontecem hoje. Assim, o triunfo revolucion\u00e1rio dos \u201cliberais\u201d h\u00e1 110 anos transformou <strong>o espa\u00e7o da direita em algo difuso, quase clandestino.<\/strong> Durante grande parte do s\u00e9culo XX, dizer-se \u201cde direita\u201d no M\u00e9xico era um risco: \u201cHavia uma persegui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas pol\u00edtica mas tamb\u00e9m legal e, em alguns casos, b\u00e9lica, contra aqueles que tentassem intervir nos des\u00edgnios da na\u00e7\u00e3o a partir do pensamento de direita\u201d, conforme explica Luis \u00c1ngel Hurtado Razo, professor da Faculdade de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais da UNAM.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante parte do s\u00e9culo XX, qualquer ideia que contradissesse o discurso da constru\u00e7\u00e3o de um Estado nacional a partir dos ideais progressistas de uma suposta esquerda revolucion\u00e1ria era pass\u00edvel de ser considerada inimiga da p\u00e1tria. Esse foi o entendimento do presidente Plutarco El\u00edas Calles, um pol\u00edtico anticlerical, que limitou o culto cat\u00f3lico e p\u00f4s um fim aos privil\u00e9gios da Igreja. Isso provocou fortes tens\u00f5es que culminaram na chamada Guerra Cristera (1926-1929), um enfrentamento entre o governo de Calles e os <em>cristeros<\/em>um tipo de \u201csoldados da f\u00e9\u201d, que se rebelaram contra o fim da liberdade de culto. A Guerra Cristera acabou com mais de um quarto de milh\u00e3o de mortes e um acordo de paz no qual o governo autorizava as reuni\u00f5es religiosas cat\u00f3licas, mas de maneira \u201cclandestina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta, os grupos cat\u00f3licos se articularam politicamente na Uni\u00e3o Nacional Sinarquista, uma organiza\u00e7\u00e3o herdeira dos valores cristeros e que gozava de ampla base campesina, mas cuja lideran\u00e7a estava nas m\u00e3os de homens com um certo n\u00edvel intelectual e socioecon\u00f4mico. \u201cA ideia dessas direitas era buscar alternativas program\u00e1ticas perante um Estado que as tinha exclu\u00eddo do Projeto Nacional\u201d, explica Tania Hern\u00e1ndez Vicencio, professora-pesquisadora da dire\u00e7\u00e3o de estudos hist\u00f3ricos do Instituto Nacional de Antropologia e Hist\u00f3ria (INAH).<\/p>\n\n\n\n<p>Quase um s\u00e9culo se passou desde ent\u00e3o, mas a carga simb\u00f3lica daquele conflito e suas consequ\u00eancias ainda parece pesar sobre a pol\u00edtica mexicana. \u201cEm nosso pa\u00eds ainda h\u00e1 muitos pol\u00edticos que <strong>se ofendem se voc\u00ea disser que s\u00e3o de direita\u201d,<\/strong> surpreende-se o professor Hurtado Razo. E isso \u2013diz\u2013 guarda rela\u00e7\u00e3o com a persegui\u00e7\u00e3o que ocorreu ao longo de muitos anos e que desembocou nesta conota\u00e7\u00e3o negativa que, at\u00e9 hoje, o conceito de direita tem no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma direita transversal<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Embora os mexicanos costumem pensar em si mesmos como muito diferentes do resto do planeta, ser de direita no M\u00e9xico \u00e9, com suas particularidades hist\u00f3ricas, mais ou menos igual a ser de direita em outras sociedades. Ser de direita aqui e ali poderia ser estruturado<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>a partir de valores conservadores relacionados a ideias como a autoridade, a identidade nacional, a ordem, a seguran\u00e7a, a tradi\u00e7\u00e3o e a religi\u00e3o que s\u00e3o, todas elas, assumidas como \u201cprofundamente mexicanas\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>por camadas muito amplas desta sociedade em todos os \u00e2mbitos e discursos pol\u00edticos. O jornalista \u00c1lvaro Delgado, autor de diversos livros sobre a ultradireita no M\u00e9xico e seus grupos secretos, explica de forma clara: \u201cA direita no M\u00e9xico \u00e9 transversal aos partidos pol\u00edticos e inclusive um setor importante dela est\u00e1 no Movimento Revolucion\u00e1rio Nacional (Morena), o partido do presidente Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador\".<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Hern\u00e1ndez Vicencio difere em certa medida dessa reflex\u00e3o, j\u00e1 que na sua opini\u00e3o, mais do que falar em&nbsp;<strong>uma direita mexicana transversal a partidos e corpos sociais,<\/strong>&nbsp;o mais adequado seria referir-se a&nbsp;<strong>um conservadorismo mexicano<\/strong>&nbsp;que atravessa tudo e todos: partidos pol\u00edticos, governos e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. . O conservadorismo no M\u00e9xico \u2013 conforme explica Hern\u00e1ndez \u2013&nbsp;<strong>\u201cn\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma filosofia pol\u00edtica, mas sim uma atitude perante a agenda p\u00fablica\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a analista Elisa G\u00f3mez, mestre em estudos latino-americanos e coordenadora de Di\u00e1logo Pol\u00edtico da Funda\u00e7\u00e3o Friedrich Ebert no M\u00e9xico,&nbsp;<strong>o conservadorismo \u00e9 um conceito muito mais \u00fatil para entender o funcionamento desta sociedade,<\/strong>&nbsp;pois, a seu ver, o M\u00e9xico tem \u201cuma esquerda muito conservadora\u201d e o melhor exemplo \u00e9 que Morena, o partido do governo, de esquerda em teoria, mant\u00e9m uma \u201cestranha alian\u00e7a\u201d com for\u00e7as evang\u00e9licas de direita agrupadas no Partido Encontro Solid\u00e1rio (PES). O M\u00e9xico \u2013 destaca G\u00f3mez \u2013 \u00e9, em geral, \u201cuma sociedade muito conservadora\u201d e esse conservadorismo se forjou ao longo da hist\u00f3ria pol\u00edtica de seus \u00faltimos 90 anos, nos quais \u201ca direita tem estado acomodada\u201d, acrescenta esta analista.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large imagen-izquierda\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"419\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/COLLAGE-1-419x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-222\" srcset=\"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/COLLAGE-1-419x1024.png 419w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/COLLAGE-1-123x300.png 123w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/COLLAGE-1-628x1536.png 628w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/COLLAGE-1.png 710w\" sizes=\"(max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um monstro revolucion\u00e1rio, institucional e de direita?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o de G\u00f3mez apresenta o fato de que esse monstro pol\u00edtico mutante que dominou a sociedade mexicana durante d\u00e9cadas, o Partido Revolucion\u00e1rio Institucional (PRI), foi uma estrutura capaz de deglutir e metabolizar&nbsp;<strong>uma ideologia pragm\u00e1tica e conservadora<\/strong>&nbsp;disfar\u00e7ada de uma ret\u00f3rica de esquerda populista e nacionalista. Com isso, conseguiu dominar as entranhas pol\u00edticas, sociais, econ\u00f4micas, culturais e intelectuais do M\u00e9xico e se perpetuou no poder at\u00e9 criar um sistema hegem\u00f4nico de partido \u00fanico que, at\u00e9 um escritor liberal conservador como Mario Vargas Llosa classificou, em 1990, como \u201ca ditadura perfeita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um artigo do jornal&nbsp;<em>El Pa\u00eds<\/em>, em 2012, o antrop\u00f3logo Roger Bartra, explicava esse fen\u00f4meno de uma forma n\u00edtida: \u201cO PRI \u00e9 uma express\u00e3o da direita h\u00e1 muito anos. N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que&nbsp;<strong>no M\u00e9xico muita gente associe a ideia de revolu\u00e7\u00e3o a atitudes conservadoras<\/strong>&nbsp;(...) A revolu\u00e7\u00e3o, no M\u00e9xico, se converteu em&nbsp;<strong>um mito reacion\u00e1rio que convida a olhar para tr\u00e1s,<\/strong>&nbsp;<strong>para um passado imagin\u00e1rio e fundacional<\/strong>&nbsp;que nada mais \u00e9 do que&nbsp;<strong>o s\u00edmbolo de uma pesada heran\u00e7a autorit\u00e1ria\u201d<\/strong>&nbsp;que o PRI sempre soube aproveitar para sustentar um sistema pol\u00edtico hegem\u00f4nico profundamente conservador.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que toda essa engrenagem ret\u00f3rica e pol\u00edtica pudesse funcionar durante tanto tempo, foi necess\u00e1rio um antagonista \u201cde direita\u201d. Assim, em 1939, nasceu o Partido A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN), que viveu desde o seu in\u00edcio em uma minoria institucional quase perp\u00e9tua, mas no final do s\u00e9culo XX os mitos priistas se enfraqueceram \u2013 fundamentalmente pelo esgotamento social diante da profunda corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica \u2013 e a sociedade mexicana abriu um processo de transi\u00e7\u00e3o ao eleger Vicente Fox como o primeiro presidente da direita democr\u00e1tica. Era o final de uma longa travessia pelo deserto para esse partido que, durante muito tempo se viu obrigado a se perguntar qual era o seu papel no prec\u00e1rio sistema pol\u00edtico mexicano: oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica ou elemento legitimador do regime hegem\u00f4nico priista?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>PAN, o indiv\u00edduo ao poder<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O nascimento pol\u00edtico do PAN aconteceu em pleno auge do Cardenismo, uma corrente ideol\u00f3gica definida pelo presidente L\u00e1zaro C\u00e1rdenas, que governou o M\u00e9xico de 1934 a 1940, e cujo principal marco socioecon\u00f4mico foi a nacionaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria petroleira e a cria\u00e7\u00e3o de um monop\u00f3lio estatal chamado Petr\u00f3leos Mexicanos (PEMEX). Nessa conjuntura hist\u00f3rica foi fundado o primeiro partido de oposi\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana porque, como comenta Ernesto N\u00fa\u00f1ez, jornalista e analista especializado no estudo da direita mexicana, \u201cas pessoas de direita se deram conta de que nem o movimento cristero nem o Sinarquismo conformavam uma via de acesso ao poder, j\u00e1 que ambos eram movimentos quase clandestinos e ilegais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim nasceu o Partido de A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN), com uma ideologia humanista que incorpora \u00e0 linguagem pol\u00edtica mexicana daquela \u00e9poca conceitos como indiv\u00edduo, iniciativa privada e humanismo pol\u00edtico. Seu fundador Manuel G\u00f3mez Mor\u00edn, um pol\u00edtico cat\u00f3lico liberal, sempre teve claro que a tarefa primordial como partido de oposi\u00e7\u00e3o era iniciar a constru\u00e7\u00e3o de uma cidadania. <strong>\u201cN\u00e3o fomos formados como cidad\u00e3os\u201d<\/strong>, queixava-se o pol\u00edtico, e essa car\u00eancia era, em sua opini\u00e3o, a base do problema sociopol\u00edtico mexicano. Para o fundador do PAN \u201cera indispens\u00e1vel reconhecer a realidade e come\u00e7ar o trabalho pela raiz: a forma\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia c\u00edvica, de uma organiza\u00e7\u00e3o c\u00edvica (...) <strong>para fazer aparecer o personagem substancial que n\u00e3o \u00e9 o governante, mas sim o cidad\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com essa ideia, o PAN \u2013 conforme comenta \u00c1lvaro Delgado \u2013 re\u00fane um setor da classe m\u00e9dia e uma parte da oligarquia e as unifica em uma for\u00e7a pol\u00edtica que tenta se opor a seus advers\u00e1rios comuns: os partid\u00e1rios da Revolu\u00e7\u00e3o e do Cardenismo. Assim, a direita mexicana inicia a chamada \u201cluta da eternidade\u201d, como definiu G\u00f3mez Mor\u00edn ao longo do caminho que o PAN deveria empreender at\u00e9 conquistar, pouco a pouco, espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o, poder e governo. \u201cUm caminho \u2013 comenta o jornalista Ernesto N\u00fa\u00f1ez \u2013 sempre pela via do voto e entendendo que o dever cidad\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica era uma tarefa permanente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como era natural, as vis\u00f5es do Partido A\u00e7\u00e3o Nacional e do Partido da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana, PRM (depois PRI) com rela\u00e7\u00e3o ao papel do indiv\u00edduo-cidad\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica se chocaram. Enquanto o novo partido conservador<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>aposta claramente no indiv\u00edduo, o partido hegem\u00f4nico aposta na organiza\u00e7\u00e3o popular das massas agrupadas em tr\u00eas setores principais: o trabalhador, o campesino e o popular.<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O PAN nasce como um partido laico. Sua ideologia matriz \u00e9 \u201cum social-critianismo \u00e0 mexicana\u201d, como descreve a historiadora Soledad Loaeza em seu livro El Partido Acci\u00f3n Nacional, la larga marcha. Seu pensamento \u2013 explica a escritora \u2013 nasce em c\u00edrculos cat\u00f3licos da \u00e9poca como alternativa intermedi\u00e1ria entre o socialismo e o capitalismo e que adota \u201ctons muito particulares como o assunto da liberdade educativa ante o projeto educativo da Revolu\u00e7\u00e3o; a liberdade de filia\u00e7\u00e3o e a primazia da pessoa diante do corporativismo sindical e da configura\u00e7\u00e3o de sujeitos coletivos, o respeito ao voto e \u00e0 legalidade em uma democracia de fachada e uma defesa das liberdades econ\u00f4micas, bem como a rejei\u00e7\u00e3o a um Estado propriet\u00e1rio, um Estado expansivo\". <em>El Partido Acci\u00f3n Nacional, la larga marcha<\/em>. Su pensamiento \u2013explica la escritora\u2013 nace en c\u00edrculos cat\u00f3licos de la \u00e9poca como alternativa intermedia entre el socialismo y el capitalismo y que adopta &#8220;acentos muy particulares como el asunto de la libertad educativa frente al proyecto educativo de la Revoluci\u00f3n; la libertad de afiliaci\u00f3n y la primac\u00eda de la persona frente al corporativismo sindical y la configuraci\u00f3n de sujetos colectivos, el respeto al voto y a la legalidad en una democracia de fachada y una defensa de las libertades econ\u00f3micas, as\u00ed como el rechazo a un Estado propietario, un Estado expansivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um modelo econ\u00f4mico n\u00e3o t\u00e3o antag\u00f4nico<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em sua luta pol\u00edtica e eleitoral contra o regime priista, o PAN teve que enfrentar um longo e dificultoso caminho, j\u00e1 que \u2013 como detalha o jornalista Ernesto N\u00fa\u00f1ez \u2013 \u201cconquistou suas primeiras deputa\u00e7\u00f5es em 1946; sua primeira prefeitura (Quiroga, Michoac\u00e1n) em 1947; seu primeiro governo (Baja California) em 1989\u201d. A crise econ\u00f4mica de 1982 fez com que o PRI perdesse <strong>o apoio de uma parte importante das classes m\u00e9dias<\/strong> e o avan\u00e7o do PAN come\u00e7ou a ser muito not\u00f3rio e despontou como uma verdadeira op\u00e7\u00e3o de poder no pa\u00eds, at\u00e9 que no ano 2000 a vit\u00f3ria panista acabou com 70 anos de \u201cditadura perfeita\u201d priista.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja verdade que at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XXI o PAN n\u00e3o tinha conseguido governar o M\u00e9xico, \u201ctinha conseguido incorporar sua agenda econ\u00f4mica no poder\u201d, explica Ernesto N\u00fa\u00f1ez. Foi no per\u00edodo do presidente priista Carlos Salinas de Gortari (1988-1994) que se unificaram os interesses econ\u00f4micos das oligarquias tanto do PRI quanto do PAN, \u201cnesse projeto econ\u00f4mico que hoje conhecemos no M\u00e9xico como neoliberalismo\", sintetiza N\u00fa\u00f1ez.<\/p>\n\n\n\n<p>A representa\u00e7\u00e3o da direita na pol\u00edtica partid\u00e1ria mexicana sempre esteve nas m\u00e3os do PAN, mas isso n\u00e3o significa \u2013 como explica o jornalista \u00c1lvaro Delgado \u2013 que os interesses da direita n\u00e3o tenham se encontrado tamb\u00e9m em outros espa\u00e7os e partidos. Para Delgado, entre 1988 e 2018, o PRI e o PAN mantiveram um tipo de co-governo de fato, etapa conhecida como <em>PRIAN. <\/em>Tr\u00eas d\u00e9cadas nas quais ambos os partidos abriram m\u00e3o de suas diferen\u00e7as e \u201cdefenderam exatamente os mesmos interesses e aprovaram juntos as principais reformas do pa\u00eds de corte neoliberal\u201d.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full imagen-izquierda\"><img decoding=\"async\" width=\"827\" height=\"638\" src=\"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/COLLAGE2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-90\" srcset=\"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/COLLAGE2.png 827w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/COLLAGE2-300x231.png 300w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/COLLAGE2-768x592.png 768w\" sizes=\"(max-width: 827px) 100vw, 827px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p>Mas, qual \u00e9 o cat\u00e1logo ideol\u00f3gico oferecido pela direita panista mexicana? Pois bem, o da seguran\u00e7a, mas n\u00e3o s\u00f3 a seguran\u00e7a p\u00fablica, t\u00e3o necess\u00e1ria em um pa\u00eds violento como o M\u00e9xico, mas tamb\u00e9m <strong>\u201ca seguran\u00e7a em investimentos, na prote\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias convencionais, nos neg\u00f3cios, na educa\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> como explica \u00c1lvaro Delgado. O professor Hurtado Razo resume bem: o que <strong>o PAN oferece \u00e9 \u201cum M\u00e9xico de valores, tradi\u00e7\u00f5es e estabilidade, fam\u00edlia, religi\u00e3o e moralidade, tudo o que tem a ver com o conservadorismo\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Direita, uma palavra que se escreve no plural<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Parece \u00f3bvio, mas \u00e0s vezes \u00e9 preciso lembrar: nem no M\u00e9xico, nem em nenhum outro lugar do mundo, o que a palavra \u201cdireita\u201d representa politicamente sup\u00f5e a exist\u00eancia de um bloco ideol\u00f3gico monol\u00edtico. Nesse sentido, a pesquisadora Hern\u00e1ndez Vicencio sugere a necessidade de falar de \u201cdireitas\u201d no plural. \u201cEmbora \u2013 explica \u2013 as direitas sejam um conjunto de atores \u2013 tanto coletivos quanto individuais \u2013 que compartilham uma matriz de valores e uma cosmovis\u00e3o, tamb\u00e9m existe uma pluralidade de estrat\u00e9gias e de programas e por isso \u00e9 mais importante <strong>falar tanto de direitas quanto de esquerdas no plural\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para al\u00e9m do PAN, onde est\u00e3o essas outras direitas plurais no M\u00e9xico? O PAN tem sido o receptor natural das direitas hist\u00f3ricas \u2013 conforme analisa Tania Hern\u00e1ndez \u2013, mas temos<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>grupos empresariais muito fortalecidos nos \u00faltimos anos e ligados aos grupos transnacionais \u2013 relacionados com grandes setores estrat\u00e9gicos como as telecomunica\u00e7\u00f5es, a minera\u00e7\u00e3o, os bancos ou a energia \u2013 que est\u00e3o relacionados com um projeto pol\u00edtico de direitas liberais do s\u00e9culo XXI.<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"722\" src=\"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2-1024x722.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-219\" srcset=\"https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2-1024x722.jpg 1024w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2-300x212.jpg 300w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2-768x542.jpg 768w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2-1536x1083.jpg 1536w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2-1568x1106.jpg 1568w, https:\/\/jaqueala.com\/lasderechas\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/BANNER-2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p>Por outro lado, h\u00e1 o ativismo de direita pr\u00f3prio da hierarquia cat\u00f3lica e tamb\u00e9m (muito menos conhecido) o relacionado aos interesses e estrat\u00e9gias de poder dos novos grupos religiosos protestantes, tradicionalmente de direita, mas que, no caso do M\u00e9xico, na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2018 se vincularam com o MORENA e com a elei\u00e7\u00e3o do presidente Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor e analista Luis \u00c1ngel Hurtado Razo soma a essas outras manifesta\u00e7\u00f5es da direita as que est\u00e3o configuradas a partir da sociedade civil organizada. Segundo Hurtado Razo, s\u00e3o \u201ctodos esses movimentos que nos \u00faltimos tempos tiveram uma forte presen\u00e7a na m\u00eddia, principalmente contra a gest\u00e3o do presidente L\u00f3pez Obrador\u201d. Refere-se, por exemplo, <strong>\u00e0 Frente Nacional Anti-AMLO (FRENA) que, na opini\u00e3o do jornalista \u00c1lvaro Delgado, \u00e9 apenas \u201cum coquetel de rancores que se dissipar\u00e3o quando L\u00f3pez Obrador n\u00e3o estiver no poder; a \u00fanica coisa que os une \u00e9 o \u00f3dio a um indiv\u00edduo e a seu projeto\u201d.<\/strong> Nessa mesma vertente e, conforme acrescenta Tania Hern\u00e1ndez, existem tamb\u00e9m os grupos da sociedade civil ligados \u00e0s agendas <strong>conservadoras contra os direitos sexuais e reprodutivos, <\/strong>como o PROVIDA ou a Frente Nacional pela Fam\u00edlia, ou os pais organizados com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o na conservadora Uni\u00e3o Nacional de Pais de Fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras formas variadas do menu das direitas mexicanas s\u00e3o as das organiza\u00e7\u00f5es \u201csecretas\u201d que representaram durante d\u00e9cadas uma express\u00e3o do que poderia ser considerado como extrema direita. Nos anos 30 \u2013 conta o jornalista \u00c1lvaro Delgado que pesquisou sobre esse tipo de organiza\u00e7\u00f5es \u2013 nasceram os Tecos, com a ideia de \u201cdefender os interesses olig\u00e1rquicos no estado de Jalisco\u201d, e at\u00e9 fundaram sua pr\u00f3pria universidade, a Aut\u00f4noma de Guadalajara (UAG). Anos depois, j\u00e1 na d\u00e9cada de 50, no estado de Puebla, surge a organiza\u00e7\u00e3o ultraconservadora El Yunque, com a ideia de \u201cdefender a religi\u00e3o cat\u00f3lica\u201d e instaurar \u201co reino de Cristo na terra\u201d. Ambas as organiza\u00e7\u00f5es clandestinas s\u00e3o regidas por uma doutrina fortemente apegada ao pensamento mais conservador da igreja cat\u00f3lica mexicana e continuam vivas, mas ao contr\u00e1rio, por exemplo, do que aconteceu na Europa, onde as estruturas de extrema direita ganharam for\u00e7a e poder de representa\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Alemanha ou Espanha, no M\u00e9xico esse tipo de organiza\u00e7\u00f5es de extrema direita tem muito pouca relev\u00e2ncia pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As causas das direitas no M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cat\u00e1logo de propostas das direitas mexicanas n\u00e3o \u00e9 muito diferente daquele das direitas na Am\u00e9rica Latina. Na opini\u00e3o do jornalista especializado Ernesto N\u00fa\u00f1ez, suas grandes quest\u00f5es s\u00e3o: <strong>antilegaliza\u00e7\u00e3o do aborto e do consumo de drogas; discursos antifeministas e contra as leis e direitos da diversidade sexual e, claro, um forte discurso anticomunista com a Venezuela<\/strong> bolivariana como esse grande Satan\u00e1s ao qual todo discurso de direita latino-americano deve apelar.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Tania Hern\u00e1ndez considera que as velhas demandas das direitas de toda a vida continuam vigentes, com o acr\u00e9scimo recente da rea\u00e7\u00e3o antifeminista contra todas as agendas de g\u00eanero. Para esta pesquisadora, o que est\u00e1 acontecendo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 \u201cuma politiza\u00e7\u00e3o reativa do campo religioso que tem rela\u00e7\u00e3o com a agenda pelos direitos sexuais e reprodutivos\u201d que se aplica no M\u00e9xico e em todos os pa\u00edses do nosso entorno.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lvaro Delgado acredita que as direitas no M\u00e9xico <strong>defendem hoje o <em>status quo e <\/em>os privil\u00e9gios das elites empresariais e econ\u00f4micas,<\/strong> por exemplo, em termos fiscais e de acesso privado a servi\u00e7os como a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\"No \u00e2mbito religioso \u2013 acrescenta Delgado \u2013 as direitas mexicanas defendem a tradicional agenda conservadora da igreja cat\u00f3lica na defesa da fam\u00edlia convencional com sua oposi\u00e7\u00e3o direta ao aborto e aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"translation-block\">No que se refere ao flagelo da viol\u00eancia das drogas no M\u00e9xico, as direitas se mostram, a\u00ed sim, monol\u00edticas. Apesar dos terr\u00edveis fracassos com dezenas de milhares de mortos durante o mandato de seis anos do presidente conservador do PAN Felipe Calder\u00f3n (2006-2012), as diretas mexicanas continuam assumindo que a <strong>estrat\u00e9gia da m\u00e3o dura militar <\/strong>\u00e9 a correta contra uma viol\u00eancia que n\u00e3o para de aumentar nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>L\u00f3pez Obrador \u00e9 um presidente de direita?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para Luis \u00c1ngel Hurtado Razo, o presidente Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador (AMLO), que cresceu pol\u00edtica e intelectualmente na doutrina priista, n\u00e3o pode ser considerado \u201cde direita\u201d apenas por estar muito perto da religi\u00e3o. Para este professor da UNAM, L\u00f3pez Obrador faz parte de uma \u201cesquerda moderada\u201d que chega ao poder com um discurso \u201cpartid\u00e1rio da igualdade\u201d e \u2013 considera \u2013 que dentro da igualdade \u201cest\u00e1 o respeito ao direito da liberdade de cren\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>AMLO estaria situado, segundo Hurtado Razo, nessa esquerda latino-americana que considera que a \u201cvia para a transforma\u00e7\u00e3o e a igualdade n\u00e3o \u00e9 o uso desproporcional do Estado contra a liberdade de culto, mas sim o respeito para decidir sobre sua f\u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Delgado, a proximidade que L\u00f3pez Obrador mant\u00e9m com os grupos religiosos \u201ctem muito pragmatismo\u201d. \u201cEle entende \u2013 opina o jornalista \u2013 que o M\u00e9xico \u00e9 um pa\u00eds predominantemente religioso e que voc\u00ea n\u00e3o pode govern\u00e1-lo se lutar contra as cren\u00e7as das pessoas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das cren\u00e7as religiosas do atual presidente, diversos intelectuais mexicanos t\u00eam se perguntado criticamente nestes \u00faltimos tempos se muitas de suas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o poderiam ser consideradas de direita por seu acentuado caudilhismo, sua tend\u00eancia ao pensamento autorit\u00e1rio, antifeminista, vertical e dogm\u00e1tico; sua grande proximidade com os militares e grupos religiosos; seus ataques a toda a imprensa que critica ou que n\u00e3o segue seus ditames; ou sua forte tend\u00eancia a n\u00e3o reconhecer erros e a lan\u00e7ar todos os dias seus slogans populistas e nacionalistas matutinos que tentam marcar a agenda da atualidade mexicana, mas que \u00e0s vezes soam como ret\u00f3rica obsoleta do s\u00e9culo passado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A fratura mexicana<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do debate sobre as direitas, parece claro que a cada dia no M\u00e9xico fica mais acentuado o que o antrop\u00f3logo e pensador Roger Bartra chamou de \u201ca fratura mexicana\u201d. Trata-se, conforme explica, que as contradi\u00e7\u00f5es internas e as incoer\u00eancias em cada um dos campos contrapostos acabam sendo a causa principal da crise pol\u00edtica que o pa\u00eds sofre. Segundo Bartra, \u201co problema est\u00e1 no tr\u00e1gico fato de que as tradi\u00e7\u00f5es conservadoras t\u00eam um peso excessivo tanto na direita quanto na esquerda. Cada um a seu modo, os dois polos pol\u00edticos est\u00e3o impregnados de um forte conservadorismo:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>na direita, trata-se da rea\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica tradicional e, na esquerda, de um populismo nacionalista arcaico\u201d.<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Seguindo a ideia de Bartra, seria poss\u00edvel pensar que a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nem onde se situa hoje a direita no M\u00e9xico (\u00e9 transversal e est\u00e1 em todas as partes), nem como se comporta ou qual \u00e9 sua agenda (mais ou menos a mesma que em outros lugares da Am\u00e9rica Latina). O que dever\u00edamos nos perguntar e analisar no caso deste pa\u00eds de paradoxos \u00e9 \u201cpor que para tantos mexicanos continua sendo t\u00e3o dif\u00edcil sair desse arm\u00e1rio pol\u00edtico e se dizer \u201cde direita\u201d? Por que \u201ca direita\u201d continua tendo, hoje como ontem, t\u00e3o m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico, um pa\u00eds no qual grande parte de sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 ou age de forma conservadora? <em>closet<\/em> pol\u00edtico y decirse de &#8220;derechas&#8221;? \u00bfPor qu\u00e9 &#8220;la derecha&#8221; sigue teniendo, hoy como ayer, tan mala prensa en M\u00e9xico, un pa\u00eds en el que gran parte de su poblaci\u00f3n es o act\u00faa de forma conservadora?<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u00bfACASO NO EXISTE LA DERECHA EN M\u00c9XICO?&#8221;. 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